Mostrar mensagens com a etiqueta eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eu. Mostrar todas as mensagens

23.12.11

o Natal nunca acabará para mim

Este Natal a árvore da minha vida tem menos um grande amigo presente, mas tem mais uma luz a brilhar em qualquer parte...

20.11.11

ninguém gosta de despedidas...

nasci porque tu quiseste mais que ninguém, logo devo-te a vida duas vezes...
ficam as tuas mãos que me pareciam enorme e reconfortantes.
fica a tua altura que me parecia exagerada porque não te podias ajoelhar.
ficam as férias em que sempre me levavas contigo para pôr "papeis" por data quando ías trabalhar.
ficam as sinfonias que ouvíamos em cassetes que já não existem: Rimsky-Korsakov (o teu preferido), junto com CHopin, Vivaldi e Tchaikovsky (os meus preferidos) e ainda Mozart e Strauss (amor partilhado desde cedo por ambos).
ficam os almoços que fazíamos sozinhos debaixo de alguma árvore frondosa, no verão, nalgum restaurante habitual, no Inverno, em que conversávamos como dois adultos.
fica o silêncio, que "é de ouro" e que me ensinaste a escutar até quase não poder mais, de tanto que me custava descobri-lo no meio da natureza (com tantos sons maravilhosos que tem).
ficam as aguarelas que pintavas tão excepcionalmente, inspirado em grandes mestres como Roque Gameiro ou António Salvador, com quem aprendeste tantas coisas: "ainda não podes ver, porque não está pronto", dizias...
ficam as surpresas que me fazias quando me aparecias aqui ou acolá para veres se me portava bem e eu nem percebia até à noite que me dizias ter estado a observar-me.
ficam todos os princípios (hoje tão raros de encontrar) que me transmitiste: a amizade verdadeira, a honestidade, a rectidão, a verticalidade e coerência entre muitos outros, que me sustêm.
ficam os bilhetinhos que guardavas ciosamente numa caixa sempre que te escrevia a agradecer a tua companhia e o teu amor.
fica a paixão pelos livros que de tantos que eram já os comprávamos às escondidas...
fica a cumplicidade que provocava ciúmes em muita gente e achavámos cómico.
ficam as conversas intermináveis sobre todos os assuntos da vida que realmente importam.
fica o amor pela estética que me transmitiste tão serenamente e quase sem eu dar por isso.
fica o apoio que esteve lá sempre que necessitei.
ficam tantas coisas que não cabem num texto muito menos num blogue qualquer que me lembrei de inventar...
fica a tua presença no meu coração que nunca poderá ser destruída por toda a eternidade.
ficam as minhas irmãs, minhas melhores amigas a partilharem comigo a dor de ter de abdicar de ti...
mas ficamos todos bem graças também a ti: filhas, genros, netos!
não estou preparada, porque não estamos nunca, mas...
já chega de sofrer,
podes partir em luz e em paz, Pai!

25.10.11

da vida

os hoteis são sítios cheios de vida que tal como as cidades que nunca dormem são altamente estimulantes...e por vezes cansativos...

16.9.11

razões que (só) eu conheço

ausente por parte(s) incerta(s) e por razões certas, escrevendo e apreciando derradeiras provas de amor com e a meu pai que me deixará em breve. e fazendo as últimas aprendizagens que ele me permita com todo o meu coração.

até não sei quando!

16.6.11

sombra

eclipse total da Lua e da minha paciência...

3.6.11

geometria descritiva(?)

tudo na diagonal:

- vejo na diagonal
- leio na diagonal
- ouço na diagonal
- entendo na diagonal

cheira-me que isto a direito iria melhor...mas não há tempo. continua tudo na mesma. portanto recomendo que me visitem o blogue rapidamente e na diagonal...

19.5.11

bem aconselhada e não só

sem tempo para mim, estou num limiar perigoso de cansaço. mas para meu bom governo (coisa difícil nos dias que correm), muito bem aconselhada. e de amigos digamos!
falta mesmo é mais tempo...continuam os graves problemas de tempo, aquele de que os metereologistas não falam.

mas a Natureza primaveril também vai ajudando. trabalho rodeada de transparências e
já nasceram três pequenitos no T1 debaixo do meu alpendre.
concentro-me nas andorinhas papá e mamã que são um exemplo de perseverança!

1.4.11

esperar versus esperança

Há muitas coisas na vida que não são para se entenderem. Isto aprende-se, com tempo e treinos exaustivos de paciência, ambos impostos pelas nossas circunstâncias. Fazer um elogio da esperança não é fácil. Já de si reconhecidamente apreciada, na teoria muito elogiada, o drama é quando se tem de a aprofundar na prática. É que ter esperança implica numa coisa chamada esperar...e é aqui que a coisa se complica. Hoje em dia ninguém quer esperar. O imediato tomou o lugar de muitos outros adjectivos que já nem chegamos a saber usar quanto mais pensar.

A esperança não é só uma palavra bonita usada em clichés que representam mal a "matéria" de que é constituída a vida. Não é suposto ser uma ajudita aqueles que precisam de alívio e de pancadinhas nas costas, como se se tratasse de um jeitinho psicológico a puxar à tranquilidade. A esperança tem de ser vivida enquanto se espera, por coisas de muita ou pouca importância. A esperança pura é uma condição de vida. E não tem medida, pode-se esperançar o quanto se quiser. Por muito difícil, por muito doloroso a esperança que se diz ser a última a morrer sobreviverá a todos nós. É maior do que nós.

E não é para se compreender, é uma questão de fé. A esperança pura não se decompõe matemática nem metafisicamente. Nem sequer se pode dissecar. Tem de se sentir, ceder-lhe sempre que somos assolados pelo pessimismo ou até pelo realismo. nasce de uma fonte que existe cá dentro mas que nos é totalmente estranha.

Só um coração cheio de esperança pode vencer uma cabeça humana, e vencer a vida também.

24.1.11

carestia

a "crise" também chegou a este blog que agora em vez de se exprimir em texto na maioria das vezes fica-se pelas frases...

16.1.11

and now for something completely different

Manicure com verniz de gel (ou a oitava maravilha nas nossas próprias unhas)

25.12.10

sagrada família

no título deste post é que se diz tudo!

Boas Festas!!!

8.11.10

da rapidez

nesta sociedade tão "rápida" onde não nos querem deixar tempo para raciocinar, toda a eficiência se mede pela velocidade das acções: é o e-mailzinho que tem de ser respondido na hora, o telemóvel que tem de ser atendido aos primeiros toques onde quer que se esteja(!), a resposta que não se pode deixar para dar amanhã, depois de reflectir, a urgenciazinha em tudo o que envolve comunicações...
não há quem aguente esta "alucinação" constante que se vive em que tudo "é para ontem" e vivemos constantemente em atraso (mental diria eu!)...
tudo na vida tem limites e estamos a chegar ao limite da urgência impregnada de falta de critério que já nem admite que se pare para as necessidades mais básicas como tomar uma refeição em descanso ou ir à casa de banho quando se precisa.
Irra, façam o favor de ter alguma calma, sim? Agora!

11.10.10

que pena!

Não fui...
Pronto, não fui.
Era só isto.

19.9.10

não nasci para isto

continuo a parecer um mostrengo a andar com isto...como dizem aqui ao lado: "no somos nadie!"

14.9.10

esta quase!

está a chegar a minha estação do ano preferida, a altura em que me sinto melhor a todos os níveis.já falta pouco para recuperar uma certa nostalgia e um certo recolhimento que me faz muita falta...e os tons, claro, os tons.na realidade gosto de tudo nesta época...

12.9.10

retomar

bom regresso! eu há cerca de um ano que também tendo para uma opção mais minimalista mas sem grande sucesso. devido às crianças (também) digo eu mas no fundo sabendo que tem existido uma dificuldade de libertar "coisas" que já só nos são inúteis e vão pesando e ganhando espaço.
para mim a rentreé começou com uma "alegada" rotura de ligamentos do deltóide do pé esquerdo que me impede de participar activamente no regresso às aulas (a cargo de um pai desavisado mas competente e conhecedor q.b.) , de um novo desafio profissional, das mais variadas lides domésticas e parentais e quem sabe até de compromissos sociais que não me chegam a participar... sorte ou azar depende sempre do ponto de vista!
mas embora as dores fortes me tenham impedido antes de aqui postar a partilha de sentimentos habitual, o certo é que aquando do regresso parece-me bem que até flutuarei em vez de andar...esta noite nos poucos momentos de sono profundo até sonhei que dançava...

7.9.10

adivinhem quem faz anos hoje ou um blog é sempre egocêntrico

este esquilo com menos de um ano de idade num tempo em que não lhe doíam tornozelos nem a alma...
parabéns para mim!

5.9.10

psicótica qb

depois de uma queda aparatosa mesmo à saída de casa (no segundo dia de felicidade num novo trabalho ninguém me convence que não foi "olho gordo" ou segundo a minha irmã "vive-se em permanente perigo de vida") com direito a ambulância, hospital, gesso, ligaduras e dores que nunca mais acabam (na perna esquerda tenho dois tornozelos em vez de um e pretos, perdão, negros que não se diz pretos) a minha preocupação hoje todo o dia tem sido que não tenho as unhas das mãos em condições para ir trabalhar amanhã com uma perna assim..."às costas"???...

4.8.10

brincadeiras

deponho com estranheza aqui uma confissão: não sei nem nunca soube brincar. quando era criança dizem-me que só queria folhear livros, às bonecas passava pouco cartuxo depois de um primeiro ritual matemático de lhes tirar a roupa(!), parece que andei encantada por uns tempos com um Egas e um Becas (viva a Rua Sésamo) que andavam à roda quando se lhes dava corda. E é tudo. Via televisão com grande alegria desde os 6 meses batendo palminhas aos anúncios(hein?!) que hoje raramente me prende talvez pelos excessos do passado ou porque a caixa encantada já não será o que era...
nunca tive prazer em brincar aos médicos, não sabia "fazer de conta" (acho que ainda hoje a coisa é difícil. sou virginiana logo não invento...) e também os legos estavam sempre guardadinhos na sua caixa. mais tarde um jogo ou outro como o monopólio, e algumas vezes cheguei a montar um restaurante com aquelas loucinhas de porcelana, belos conjuntinhos de chá e panelinhas miniatura (lá vem o Séc.XIX), indício já de si do gosto sempre presente pela gastronomia e mesmo pela cozinha.
Freud talvez soubesse explicar. mas o certo é os psicólogos todos defendem que a brincar se adquirem muitas das competências para a vida. terei ficado, pois, longe de aprender de certo coisas fundamentais que me "tramaram" as vivências e convivências. não sei se dei por isso.
ainda hoje o meu lado lúdico se demarca do dos restantes (malgré tout, existe!). com dezoito anos preferia estar numa roda de amigos que tocasse viola ou a ouvir jazz by myself do que ir para a disco, embora goste muito de dançar, sobretudo a dois...e continuo a preferir ir à ópera aguentando um frio de rachar na Cerca do Castelo de Óbidos (nex saturday I'll be there!) ou um jantar a quatro vá lá seis, do que concertos em pé nos estádios ou aquelas alturas desalmadas e guinchos nos chamados divertimentos de feira que me aterrorizam e para mim são chamados de radicais...
mas eis senão quando me encontro a completar agora dois anos de estadia em casa a fazer de enfermeira mas sobretudo de mãe e me obrigam a brincar todos os dias! pouca sorte que me calhou, sacrifício dos mais duros...não se riam, que estou exausta! fui forçada a aprender, embora me tente sempre esquivar insistindo nos jogos e nos puzzles mas não conseguindo saír muitas vezes vencedora e portanto enquanto houve escola benditas aquelas horas, ai que me dá um xilique de ter de acelarar carrinhos, de ter de dar nomes a Barbies despenteadas.
Freud saberia explicar(?) que me tenho reconciliado muito contrafeita com as brincadeiras de criança. os meus filhos assim decidiram e Deus também. parece fácil a vós mas a coisa agora em adulta é bem diferente e as dificuldades andam da cabeça para as mãos e das mãos para a cabeça. creio que estou a conseguir uns mínimos. queira Deus também que entretanto venha a sensação de divertimento...
no fundo ainda possuo a secreta esperança de um dia destes me encontrar com um(a) outro(a) extraterrestre vindo(a) de mesmo planeta que eu!